quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Último Post a Dar que Falar

Ainda que não esteja determinado à partida, todos os projetos têm um final. E este post marca o final do Até Dá que Falar. Foram 8 meses a escrever semanalmente (com pausa para Verão e Natal), durante os quais foi um prazer fazê-lo.

Porque é que estou a acabar com o blogue?

1. Tempo - Não estou com falta de tempo, não é isso. Mas neste momento quero deixar em aberto o tempo que investia no blogue para outras coisas, quem sabe outros projetos semelhantes a este.

2. Falta de vontade - De há uns tempos para cá, tenho-me visto com muito pouca vontade de escrever os posts semanalmente. Obviamente que falta de vontade não é condição suficiente para acabar com o blogue, mas como isto é um hobbie, mais do que uma obrigação, decidi que seria melhor assim.

Até Dá que Falar em revista

Total de posts: 36

Nascimento: Março de 2011
Falecimento: Janeiro de 2012

Total de Comentários publicados: 187

Posts mais vistos:

Já Chateaste Alguém Hoje?

"Legalizar a marijuana: porque não?" 

Post À La Carte

[Debate] Ressurreição de Jesus Cristo: Facto ou Ficção?

21 Maneiras de Usares o Teu Cap

"Ah!, se Eu lá Estivesse com os meus Francos!"

Erasmus em Copenhaga: Porque Não?

E Quando a Febra cai no Meio da Brasa?

O que é que te Faz Saltar da Cama?

10º O Tempo que Não Guardamos para Fazer o que Gostamos


Visualizações de página por país

Portugal
4732
Estados Unidos
1767
Dinamarca
329
Alemanha
148
Brasil
123
Rússia
83
França
41
Holanda
37
Canadá
28
Bélgica
20


PS - não me perguntem como tenho visualizações da Rússia, 90% dessas visitas devem ser de sites de fiabilidade duvidosa.


Agradecimentos

Agradeço a todos aqueles que foram acompanhando este blogue, através da leitura e comentários dos posts que escrevi!

Um grande obrigado a todos aqueles que me ajudaram na realização de alguns posts, nomeadamente a:


  • Sebastião Ribeiro, sem o qual o debate sobre a ressurreição de Jesus Cristo não teria ficado a mesma coisa.
  • Rodolfo Nona, que foi a estrela do post "21 maneiras de usar o teu CAP.
  • Khurram Kabiruddin, Ali Abdullah e todos as outras pessoas que contribuiram para a escrita de vários posts.
Foi um prazer enorme escrever durante estes meses! Espero ter contribuído com alguma coisa de bom para a tua vida, caro leitor, e que continues



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resoluçõezitas de Ano Novo

O ano novo é uma data espetacular. Tudo muda nas nossas vidas. As resoluções do ano que passou ficaram completas a meio gás, mas em 2013 é que vai ser! As deste ano, como que por magia, começam a ganhar forma. Basta sentarmo-nos, imaginarmos uma série de propósitos engraçados para o novo ano, que a chegada do 1 de Janeiro vai criar as condições perfeitas para que os nossos objetivos se cumpram. Assim pensam os que existem!

Mas há uma raça diferente de pessoas! Aqueles que, não contentes com a sua mera existência neste mundo, vão um pouco mais longe: vivem!

Existir é pensar. Viver é tentar.

Quem existe, anda todo o ano com uma lista onde vai escrevendo grandes e pomposos propósitos. E escreve-os numa lista porque, neste momento, não tem tempo/dinheiro/capacidades/[preenche com o que quiseres] para os levar para a frente.

Se o ano mudasse de cada vez que esta gente traça objetivos (em vez de definirem objetivos de cada vez que o ano muda), então eles estariam certamente alguns séculos à frente dos que vivem!


Quem vive contenta-se com as coisas pequenas, mas bem feitas. Prefere um ano cheio de resoluçõezitas que se esforça para cumprir, do que uma lista de promessas para o ano que vem. Também gosta de coisas em grande, mas sabe que essas virão por acrescento. O importante é que não tem medo de começar.

"Não tens de ser ótimo para começar, mas tens de começar para seres ótimo."

Com isto desejo-vos a todos um excelente ano 2013, e que corra tudo pelo melhor! 

Eu vou agora tratar da minha primeira resolução para 2013: arrumar o quarto. Está uma espelunca!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Gigante na Casa de Deus

Sou parecido com Santo Agostinho?
Qual de nós nunca sentiu na vida que alguma coisa estava mal e a precisar de reparo? Nunca te viste no caminho errado, em busca de um novo destino, mas sem saber muito bem a quem pedir direcções? Não houve uma única vez em que tivesses caído, e a vontade de te levantares e recomeçares era tão pouca, que ficares deitado(a) no chão frio te pareceu reconfortante e acolhedor? Acho que a todos nós isto já aconteceu em alguma altura das nossas vidas, e a história que hoje vos conto é a de um Santo que em nada se diferenciou de nós neste aspecto.

Santo pecador
Santo Agostinho nem sempre foi santo. Filho de pai pagão e mãe católica, Aurelius Augustinus nasce no ano de 354, em Tasgaste, no Norte de África. É nesta cidade que passa a sua infância, demonstrando, desde muito cedo, um enorme gosto por aprender e uma extraordinária inteligência. Aos 17 anos ruma em direcção a Cartago, cidade onde conclui os seus estudos mas perde o rumo da sua vida. Fazendo-se seguir de más companhias, o santo remete para segundo plano Deus e a Igreja, e tenta preencher a falta que Ele lhe faz com todos os prazeres que este mundo tinha para lhe oferecer. De uma das relações que teve, nasce um filho, Adeodado. Filho do seu pecado, como santo Agostinho lhe chama, sempre foi amado e tratado com carinho por seu pai, que não o abandonou nunca.

Conversão
A certa altura, exausto do ritmo desenfreado que levava na sua vida, Santo Agostinho propõe-se à conversão, procurando em Deus as respostas a tantas questões que lhe atormentavam a alma. É num momento de oração profunda, de êxtase espiritual, que o santo ouve uma voz falar dentro de si em nome de Deus, dizendo-lhe que deixe de vez de se apoiar em si mesmo, mas que se apoie antes em Deus, que é a Vida. Seguindo as pegadas da mãe do seu filho, que tinha sido chamada a seguir uma vida consagrada a Nosso Senhor, Santo Agostinho decide passar a viver o Sacerdócio, que lhe é conferido por Valério, bispo de Hipona, no ano de 391.




Sacerdócio
Enquanto sacerdote, Santo Agostinho foi inabalável na defesa da Igreja, admirando a todos com as suas palavras eloquentes e de sabedoria, fosse por intermédio da fala ou da escrita. Foi dos Santos que mais textos relacionados com a fé escreveu, como A Cidade de Deus ou As confissões, muitos deles ainda hoje objecto de estudo pela Igreja e motivo de rejúbilo para muitos Cristãos. Forjou uma doutrina sólida em tempos controversos, e contribuiu para a unidade universal da igreja. Um apaixonado por Deus, este santo dedicava muito do seu tempo a orar e a escrever livros, especialmente à noite; durante o dia aconselhava aqueles que a ele recorriam e presidia o seu ministério. Não havia refeição em que o santo não mandasse ler ou discutir um ponto de doutrina e não tolerava que se falasse mal dos ausentes; de tal forma, que no seu refeitório mandou imprimir as seguintes palavras: “Ninguém do ausente aqui murmure; antes, quem nisto se desmandar, procure levantar-se da mesa.”

Tido como um dos pais da Igreja e um dos Quatro Doutores do Ocidente, Santo Agostinho é sem dúvida um gigante desta casa de Deus a que chamamos Igreja, e um exemplo de como recomeçar pode acontecer a qualquer um, em qualquer altura e qualquer lugar, desde que seja em Deus.

texto in Partilha (revista das equipas de jovens de Nossa Senhora) - edição de Outubro de 2011

PS: o próximo post será dia 2 de Janeiro

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

16 Facetas da Esperança

Esperança de chegar lá
Fonte: Reuters




Esperança na liderança



Esperança que o cão não acorde a meio da noite.
Fonte: user kc_6201 do flickr


Esperança que alguém queira comprar um balão.
Fonte: Reuters


Esperança e alegria - inseparáveis
Fonte: Reuters


Esperança que passe. 
Fonte: Reuters


Esperança de que o país mude
Fonte: Reuters


Uma secção da parede da paz que divide as comunidades Católica e Protestante, na zona oeste de Belfast.
Esperança que caiam as barreiras, que fique tudo "na boa".
Fonte: Reuters


Esperança que passe a tempestade.
Fonte: Reuters
Esperança de ser ouvido.
Fonte: Reuters
Esperança nas coisas que a tempestade não consegue levar.
Fonte: nytimes.com


Esperança que um sorriso torne a vida de um doente crónico melhor
Fonte: Reuters


Esperança de salvar o maior número de vidas possível
Fonte: Reuters


Esperança que alguém se detenha a olhar para as suas obras. (foto no Cais do Sodré!!)
Fonte: Reuters


Esperança que a esperança é a última a morrer (foto tirada depois da passagem do furacão Sandy)
Fonte: Reuters


Esperança que por mais forte que seja a tempestade, há sempre alguém disposto a abrigar-nos.
Fonte: Reuters


Esperança que noutro país qualquer, existe um tratamento que vai resultar.
Fonte: Reuters





quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Erasmus em Copenhaga: Porque Não?


Na altura de candidatura a erasmus, a pergunta que precisa MESMO de ser respondida é "Para onde vou???". Depois de algumas pessoas me terem pedido opiniões sobre Copenhaga, aqui ficam partes das respostas que dei. Espero que ajude na tua escolha de um destino para Erasmus. De uma coisa não tenhas dúvidas: vale mesmo a pena fazê-lo!!!

Copenhaga é uma cidade bastante bonita, mas pela qual duvido que fiques encantado à primeira vista. Tem bastantes coisas para ver, nomeadamente castelos, jardins e um ou outro museu, mas acima de tudo muita coisa para fazer! Há um jornal que oferecem na minha faculdade chamado Copenhagen Post, e todas as semanas têm anúncios para eventos muito fixes e grátis. Desde oferecerem comida nas ruas a concertos de música jazz ou clássica que podes ver sem pagar, encontras de tudo um pouco. Quanto a saídas à noite, podes esperar bastante movimento, Há uma rua enorme no centro da cidade chamada Stroget, cheia de bares que enchem completamente à noite. Não só ao fim-de-semana, mas também durante a semana. Aqui eles trabalham menos tempo que nós aí em Portugal (devem ser mais produtivos!), então vê-se muita gente nos bares a partir aí das 18h.



Estou a viver numa residência chamada Svanevej (é também o nome da rua) e aconselho qualquer pessoa a ficar numa residência também. Não só fazes mais facilmente amigos, como tens contacto constante com eles.

Para encontrares casa, vais ter de estar em cima dos prazos que a faculdade te der para as candidaturas a alojamento. Connosco, como eles não tinham lugar nas residências para todos os estudantes de exchange, só enviaram mail a alguns. Resultado: só aqueles que enviaram mail a refilar, como eu, porque não sabíamos nada deles na data devida, é que conseguiram ficar em residências. IMPORTANTE: arranjar casa privada em Copenhaga é um pesadelo. Há estudantes dinamarqueses e internacionais que têm de ficar em hóteis porque não arranjam apartamento.

A universidade em que estou (Copenhagen Business School) é bastante boa, mas o sistema de ensino é completamente diferente daí. Só tenho uma aula de 3 horas por cadeira por semana, o que me deixa com uma aula 2ª feira, duas na 4ª e uma na 6ª feira. Ou seja, tem-se imenso tempo livre! Tu é que defines o teu ritmo de trabalho, se bem que todas as cadeiras te dão uma série de leituras recomendadas todas as semanas (e que dá jeito fazer se queres aproveitar bem as aulas). A avaliação é feita a 100% da nota final de exame, por isso mesmo os trabalhos de grupo que os professores pedem para fazer, na maior parte das vezes só recebem uma avaliação do género: "vai a exame" ou "não vai".

Alguns pontos-chave:
Custo de vida – ALTO – 800 euros mês para quarto e 400 para viver
Clima – MÉDIO – algum frio (não demasiado) e anoitece muito cedo no Inverno
Dificuldade do ensino – MÉDIA – e bem mais baixa do que a da NOVA…
Melhor meio de transporte - claramente bicicleta!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Nação Valente, Não te Vás Embora

Portugal está virado do avesso. E quando o cenário está negro, quando aparecem a revolta e o desespero genuínos, coisas sem sentido começam a acontecer.

Os hospitais tentam ir buscar dinheiro onde ele não existe, através da cobrança de dívidas perscritas há anos.

As redes sociais condenam com uma severidade incrível as palavras, talvez mal escolhidas mas com um fundo de verdade, de quem dedicou vinte anos da sua vida a dar comida a quem não tem de comer.

Algumas pessoas, vendo-se insatisfeitas com o simples protesto, começam a arrancar pedras da calçada e, juntamente com elas, arremessam qualquer réstia de humanidade e empatia que tivessem. Aquilo de que se devem ter esquecido no momento em que o fizeram, é que eram polícias que estavam do outro lado: pessoas a fazer o seu trabalho, que nessa manhã se levantaram tão chateados com o estado do país como aqueles que os apedrejaram.


Foto retirada daqui

Quanto a essa manifestação de selvajaria, já ouvi o argumento de que as 20 ou 30 pessoas que mandaram pedras foram uma minoria e que não podem, de forma alguma, descredibilizar a luta de um povo inteiro. Eu pergunto: e então as restantes 2.000 que, não estando a atentar contra a integridade física dos polícias, ficaram impávidos e serenos a observar a cena? A polícia avisou para dispersar, e acho que isso era o mínimo que qualquer pessoa que não quisesse representar aquele grupo violento devia ter feito. Mas muita gente não o fez. Se concordo que devemos lutar por aquilo que acreditamos poder mudar para melhor: sim! Agora apedrejar quem quer que se ponha no nosso caminho é, no mínimo, animalesco.

~

Infelizmente para o meu blogue, aquilo de que o país precisa neste momento não é tanto do lema "Até dá que falar", mas mais do "Até Dá que Fazer".

  • Até dá que fazer aquilo que nos compete, no nosso local de trabalho, da melhor maneira possível, porque se não o fizermos o país não anda para a frente.
  • Até dá que ajudar o país a sair da situação complicada em que está: aceitando que mais facilmente conseguimos fazer alguma coisa de bom se assumirmos responsabilidades, do que se esperarmos que, de um dia para o outro, todo o governo e medidas associadas mudem para algo diferente. Estamos demasiado comprometidos com outras entidades, nomeadamente a troika, para que isso aconteça.
Pergunto-me agora "O que é que já fiz para ajudar Portugal a sair da crise em que está, com tanta gente a passar fome e desempregada?", e sem dúvida que já podia ter feito mais.

Sugestões?