quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Gigante na Casa de Deus

Sou parecido com Santo Agostinho?
Qual de nós nunca sentiu na vida que alguma coisa estava mal e a precisar de reparo? Nunca te viste no caminho errado, em busca de um novo destino, mas sem saber muito bem a quem pedir direcções? Não houve uma única vez em que tivesses caído, e a vontade de te levantares e recomeçares era tão pouca, que ficares deitado(a) no chão frio te pareceu reconfortante e acolhedor? Acho que a todos nós isto já aconteceu em alguma altura das nossas vidas, e a história que hoje vos conto é a de um Santo que em nada se diferenciou de nós neste aspecto.

Santo pecador
Santo Agostinho nem sempre foi santo. Filho de pai pagão e mãe católica, Aurelius Augustinus nasce no ano de 354, em Tasgaste, no Norte de África. É nesta cidade que passa a sua infância, demonstrando, desde muito cedo, um enorme gosto por aprender e uma extraordinária inteligência. Aos 17 anos ruma em direcção a Cartago, cidade onde conclui os seus estudos mas perde o rumo da sua vida. Fazendo-se seguir de más companhias, o santo remete para segundo plano Deus e a Igreja, e tenta preencher a falta que Ele lhe faz com todos os prazeres que este mundo tinha para lhe oferecer. De uma das relações que teve, nasce um filho, Adeodado. Filho do seu pecado, como santo Agostinho lhe chama, sempre foi amado e tratado com carinho por seu pai, que não o abandonou nunca.

Conversão
A certa altura, exausto do ritmo desenfreado que levava na sua vida, Santo Agostinho propõe-se à conversão, procurando em Deus as respostas a tantas questões que lhe atormentavam a alma. É num momento de oração profunda, de êxtase espiritual, que o santo ouve uma voz falar dentro de si em nome de Deus, dizendo-lhe que deixe de vez de se apoiar em si mesmo, mas que se apoie antes em Deus, que é a Vida. Seguindo as pegadas da mãe do seu filho, que tinha sido chamada a seguir uma vida consagrada a Nosso Senhor, Santo Agostinho decide passar a viver o Sacerdócio, que lhe é conferido por Valério, bispo de Hipona, no ano de 391.




Sacerdócio
Enquanto sacerdote, Santo Agostinho foi inabalável na defesa da Igreja, admirando a todos com as suas palavras eloquentes e de sabedoria, fosse por intermédio da fala ou da escrita. Foi dos Santos que mais textos relacionados com a fé escreveu, como A Cidade de Deus ou As confissões, muitos deles ainda hoje objecto de estudo pela Igreja e motivo de rejúbilo para muitos Cristãos. Forjou uma doutrina sólida em tempos controversos, e contribuiu para a unidade universal da igreja. Um apaixonado por Deus, este santo dedicava muito do seu tempo a orar e a escrever livros, especialmente à noite; durante o dia aconselhava aqueles que a ele recorriam e presidia o seu ministério. Não havia refeição em que o santo não mandasse ler ou discutir um ponto de doutrina e não tolerava que se falasse mal dos ausentes; de tal forma, que no seu refeitório mandou imprimir as seguintes palavras: “Ninguém do ausente aqui murmure; antes, quem nisto se desmandar, procure levantar-se da mesa.”

Tido como um dos pais da Igreja e um dos Quatro Doutores do Ocidente, Santo Agostinho é sem dúvida um gigante desta casa de Deus a que chamamos Igreja, e um exemplo de como recomeçar pode acontecer a qualquer um, em qualquer altura e qualquer lugar, desde que seja em Deus.

texto in Partilha (revista das equipas de jovens de Nossa Senhora) - edição de Outubro de 2011

PS: o próximo post será dia 2 de Janeiro

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

16 Facetas da Esperança

Esperança de chegar lá
Fonte: Reuters




Esperança na liderança



Esperança que o cão não acorde a meio da noite.
Fonte: user kc_6201 do flickr


Esperança que alguém queira comprar um balão.
Fonte: Reuters


Esperança e alegria - inseparáveis
Fonte: Reuters


Esperança que passe. 
Fonte: Reuters


Esperança de que o país mude
Fonte: Reuters


Uma secção da parede da paz que divide as comunidades Católica e Protestante, na zona oeste de Belfast.
Esperança que caiam as barreiras, que fique tudo "na boa".
Fonte: Reuters


Esperança que passe a tempestade.
Fonte: Reuters
Esperança de ser ouvido.
Fonte: Reuters
Esperança nas coisas que a tempestade não consegue levar.
Fonte: nytimes.com


Esperança que um sorriso torne a vida de um doente crónico melhor
Fonte: Reuters


Esperança de salvar o maior número de vidas possível
Fonte: Reuters


Esperança que alguém se detenha a olhar para as suas obras. (foto no Cais do Sodré!!)
Fonte: Reuters


Esperança que a esperança é a última a morrer (foto tirada depois da passagem do furacão Sandy)
Fonte: Reuters


Esperança que por mais forte que seja a tempestade, há sempre alguém disposto a abrigar-nos.
Fonte: Reuters


Esperança que noutro país qualquer, existe um tratamento que vai resultar.
Fonte: Reuters





quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Erasmus em Copenhaga: Porque Não?


Na altura de candidatura a erasmus, a pergunta que precisa MESMO de ser respondida é "Para onde vou???". Depois de algumas pessoas me terem pedido opiniões sobre Copenhaga, aqui ficam partes das respostas que dei. Espero que ajude na tua escolha de um destino para Erasmus. De uma coisa não tenhas dúvidas: vale mesmo a pena fazê-lo!!!

Copenhaga é uma cidade bastante bonita, mas pela qual duvido que fiques encantado à primeira vista. Tem bastantes coisas para ver, nomeadamente castelos, jardins e um ou outro museu, mas acima de tudo muita coisa para fazer! Há um jornal que oferecem na minha faculdade chamado Copenhagen Post, e todas as semanas têm anúncios para eventos muito fixes e grátis. Desde oferecerem comida nas ruas a concertos de música jazz ou clássica que podes ver sem pagar, encontras de tudo um pouco. Quanto a saídas à noite, podes esperar bastante movimento, Há uma rua enorme no centro da cidade chamada Stroget, cheia de bares que enchem completamente à noite. Não só ao fim-de-semana, mas também durante a semana. Aqui eles trabalham menos tempo que nós aí em Portugal (devem ser mais produtivos!), então vê-se muita gente nos bares a partir aí das 18h.



Estou a viver numa residência chamada Svanevej (é também o nome da rua) e aconselho qualquer pessoa a ficar numa residência também. Não só fazes mais facilmente amigos, como tens contacto constante com eles.

Para encontrares casa, vais ter de estar em cima dos prazos que a faculdade te der para as candidaturas a alojamento. Connosco, como eles não tinham lugar nas residências para todos os estudantes de exchange, só enviaram mail a alguns. Resultado: só aqueles que enviaram mail a refilar, como eu, porque não sabíamos nada deles na data devida, é que conseguiram ficar em residências. IMPORTANTE: arranjar casa privada em Copenhaga é um pesadelo. Há estudantes dinamarqueses e internacionais que têm de ficar em hóteis porque não arranjam apartamento.

A universidade em que estou (Copenhagen Business School) é bastante boa, mas o sistema de ensino é completamente diferente daí. Só tenho uma aula de 3 horas por cadeira por semana, o que me deixa com uma aula 2ª feira, duas na 4ª e uma na 6ª feira. Ou seja, tem-se imenso tempo livre! Tu é que defines o teu ritmo de trabalho, se bem que todas as cadeiras te dão uma série de leituras recomendadas todas as semanas (e que dá jeito fazer se queres aproveitar bem as aulas). A avaliação é feita a 100% da nota final de exame, por isso mesmo os trabalhos de grupo que os professores pedem para fazer, na maior parte das vezes só recebem uma avaliação do género: "vai a exame" ou "não vai".

Alguns pontos-chave:
Custo de vida – ALTO – 800 euros mês para quarto e 400 para viver
Clima – MÉDIO – algum frio (não demasiado) e anoitece muito cedo no Inverno
Dificuldade do ensino – MÉDIA – e bem mais baixa do que a da NOVA…
Melhor meio de transporte - claramente bicicleta!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Nação Valente, Não te Vás Embora

Portugal está virado do avesso. E quando o cenário está negro, quando aparecem a revolta e o desespero genuínos, coisas sem sentido começam a acontecer.

Os hospitais tentam ir buscar dinheiro onde ele não existe, através da cobrança de dívidas perscritas há anos.

As redes sociais condenam com uma severidade incrível as palavras, talvez mal escolhidas mas com um fundo de verdade, de quem dedicou vinte anos da sua vida a dar comida a quem não tem de comer.

Algumas pessoas, vendo-se insatisfeitas com o simples protesto, começam a arrancar pedras da calçada e, juntamente com elas, arremessam qualquer réstia de humanidade e empatia que tivessem. Aquilo de que se devem ter esquecido no momento em que o fizeram, é que eram polícias que estavam do outro lado: pessoas a fazer o seu trabalho, que nessa manhã se levantaram tão chateados com o estado do país como aqueles que os apedrejaram.


Foto retirada daqui

Quanto a essa manifestação de selvajaria, já ouvi o argumento de que as 20 ou 30 pessoas que mandaram pedras foram uma minoria e que não podem, de forma alguma, descredibilizar a luta de um povo inteiro. Eu pergunto: e então as restantes 2.000 que, não estando a atentar contra a integridade física dos polícias, ficaram impávidos e serenos a observar a cena? A polícia avisou para dispersar, e acho que isso era o mínimo que qualquer pessoa que não quisesse representar aquele grupo violento devia ter feito. Mas muita gente não o fez. Se concordo que devemos lutar por aquilo que acreditamos poder mudar para melhor: sim! Agora apedrejar quem quer que se ponha no nosso caminho é, no mínimo, animalesco.

~

Infelizmente para o meu blogue, aquilo de que o país precisa neste momento não é tanto do lema "Até dá que falar", mas mais do "Até Dá que Fazer".

  • Até dá que fazer aquilo que nos compete, no nosso local de trabalho, da melhor maneira possível, porque se não o fizermos o país não anda para a frente.
  • Até dá que ajudar o país a sair da situação complicada em que está: aceitando que mais facilmente conseguimos fazer alguma coisa de bom se assumirmos responsabilidades, do que se esperarmos que, de um dia para o outro, todo o governo e medidas associadas mudem para algo diferente. Estamos demasiado comprometidos com outras entidades, nomeadamente a troika, para que isso aconteça.
Pergunto-me agora "O que é que já fiz para ajudar Portugal a sair da crise em que está, com tanta gente a passar fome e desempregada?", e sem dúvida que já podia ter feito mais.

Sugestões?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

As Eleições dos EUA em 2 Minutos

CANDIDATOS                                              


Mitt Romney
Barack Obama



















Paul Ryan
Joe Biden


VOTO POPULAR
50% Obama - 60.190.138 votos                                            48% Romney - 57.458.819 votos


VOTOS NO COLÉGIO ELEITORAL (se não sabes o que é, vê este vídeo de 3 minutos)
303 Obama                                                                                                              206 Romney
~~~~~

SENADO - maioria dos democratas
53 DEMOCRATAS                             2 INDEPENDENTES                       45 REPUBLICANOS


CÂMARA DOS REPRESENTANTES - maioria dos republicanos
192 DEMOCRATAS                                                                                 233 REPUBLICANOS


QUANTIA GASTA NAS CAMPANHAS PRESIDENCIAIS PELOS APOIANTES DE CADA UMA 
$932.013.388                                        $1.028.213.064


GAFES DOS CANDIDATOS
Romney
"My job is not to worry about [47% of Americans]" - 17/Maio/2012

Paul Ryan
"I had a 2-hour-and-50-something" - 22/Agosto/2012
Disse depois de lhe perguntarem qual o seu recorde na maratona, que  na verdade tinha sido ligeiramente acima das 4 horas.

Obama
"If you've got a business - you didn't build that." - 13/Julho/2012

Joe Biden
"How they can justify... raising taxes on the middle class that's been buried the last four years?"


VENCEDOR DOS DEBATES
     1º                                                                   2º                                                                        3º
Romney                                                         (discutível)                                                         Obama


POSIÇÃO DOS CANDIDATOS

ECONOMIA
Obama
Baixar os impostos na indústria de manufaturação.
Diminuir a despesa e aumentar os impostos nos ricos (longo-prazo)
Romney
Cortar nos impostos e regulações para incentivar os negócios
Baixar o IRC (corporate tax rate) para 25%

SAÚDE
Obama
A favor do Obamacare;
Requer que os Americanos comprem um seguro de saúde ou que paguem uma multa.
Romney
Abolição do Obamacare;
A favor de que devem ser as pessoas a comprar o seu próprio seguro de saúde,
e não através dos empregadores.
IRAQUE
Obama
Contra a invasão desde o início;
Contra o aumento de tropas no país
Romney
A favor de que  manter tropas Americanas no Iraque é a melhor forma de 
minimizar baixas e criar um ambiente democrático.


DIREITOS GAY
Obama
A favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo
Romney
Contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo

ABORTO
Obama
Pró-escolha - a favor de que as mulheres têm o direito de abortar, excepto em casos de abortos tardios
(Para maior detalhe, ver este vídeo de 4 minutos)
Romney
Pró-vida -  contra o aborto excepto em casos de violação, incesto ou perigo de vida para a mãe
(para maior detalhe, ver este vídeo de 1 minuto)





E tu, em quem votavas? Comenta ou deixa o teu voto no topo da página, à direita!


Fontes:
http://www.ontheissues.org/default.htm
http://www.diffen.com/difference/Barack_Obama_vs_Mitt_Romney
TIME "Commemorative U.S. Election Special" double issue - 19/Nov/2012








quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Força de Vontade de Campeão

 Até pode ser muito bonita a conversa toda sobre guardarmos tempo para fazermos as coisas de que gostamos. Mas mesmo guardando esse tempo, nem sempre cumprimos aquilo a que nos comprometemos. Porquê?

Porque somos preguiçosos! Porque, às vezes, sabe tão melhor ficar sentado no sofá depois de um dia de trabalho, do que ir ter com aquele amigo com quem ficámos de ir correr. E nesta, como em tantas outras ocasiões em que a vida nos chama a saltar do sofá, precisamos de uma coisa: força de vontade

Mas o que é isso afinal?? 
Muito simplesmente, força de vontade é a força que a tua vontade tem. Seja na altura de levantar da cama, de ir para o trabalho ou de nos dedicarmos a um hobbie, sem vontade a coisa torna-se mais difícil. Dá jeito ter uma vontade forte (se é que existe tal coisa como ter força de vontade) quando sabemos que temos de fazer alguma coisa e na altura é tudo menos isso que nos apetece. No entanto, nem sempre a temos. Em que tipo te enquadrarás? Se tens:

.      
    Vontade de gelatina
  •     Nunca fizeste nada que implicasse um esforço momentâneo.
  •    Os teus projetos acabam onde começaram: na cabeça.

    Vontade de gelado ao sol
  •     És capaz de te esforçares para alcançar alguma coisa, mas só por certos períodos de alta motivação.
  •    Os teus projetos começam a full speed, mas aparece a mínima dificuldade e lá se foi a vontade de continuar! "Pelo menos a intenção era boa..."



Vontade de campeão
  • Esforçado é o teu nome do meio.
  • Quando toda a gente à tua volta já desistiu de lutar, não só persistes como consegues motivar os outros para fazer o mesmo.
Tal e qual como ele


A boa notícia para todos nós é que ninguém nasce com força de vontade, como algumas pessoas poderão pensar. A força de vontade treina-se – foi algo que aprendi com uma pessoa com bem mais experiência de vida do que eu, e que desde então nunca esqueci.

A força de vontade está em marcar um objetivo e fazer tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para o atingir, independentemente das chatices associadas! 

Está na repetição diária/semanal/… de uma atividade que não nos agrada assim tanto, mas que sabemos que servirá um propósito maior. 

Está em pôr o despertador para uma hora mais cedo do que o habitual, durante o mês de exames. 

Está em não desistir do amigo ou da amiga que tem sido um chato no último mês, ou do cão que precisa de ser passeado todos os dias. 

Está, no fundo, em não desistirmos de nós mesmos. Experimenta.



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Will Power of a Champion


All the talk about saving time for what we like to do might soundvery good. However, even if we in fact leave that time aside, we not always accomplish what we've set as objectives. Why?

Because we are lazy! Because sometimes it just feels so much better to lie on your couch after a full day of work than to meet that friend you were supposed to jog with today. In this one and in many other occasions of our lives, we need one thing: power of will.

What is that, after all?? 
In a simple way, power of will is the power that your will has! Whether it is getting off your bed, going to work or just dedicating some time to a hobbie, it will all get much harder if you have no will of doing it. It's nice to have a powerful will (if there's such thing as having will power) when you know you have to do something at a time you don't feel at all like doing it. Nevertheless, we not always have it. In which type would you fit in? If you have:


The Will of a Jelly
  •     You have never done anything which required a momentaneous effort from you.
  •    Your projects end where they began: in your head.

    The Will of an Ice cream under the sun
  •     You might try hard to accomplish some things, but only for certain periods of time when you feel highly motivated.
  •    Your projects begin on full speed, but at first sight of a difficulty, your will of continuing is gone! "At least I had a good intention..."



The Will of a Champion!
  • Hardworker is your middle name
  • When everybody around you has given up fighting, you not only continue as you motivate others into doing the same.
Just like him
The good news for all us is that no one is born with will power, as some people might believe. Will power can be trained – that's something I've learned from someone with a lot more life experience than me, and which I have never forgotten since then.


Power of will is in setting an objective and do everything in our reach to make sure it's accomplished, no matter how demanding it might seem!  

It is in the daily/weekly/... repetition of an activity which we're not so fond of, but which we know will serve a greater purpose.

It is in setting the clock for an hour earlier than usual during the exams month.

t is in not giving up on your friend who has been so boring during the last month, or on your dog who need to walk every day.

Deep down, it is in not giving up on ourselves. Try it.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Tempo Que Não Guardamos para Fazer o Que Gostamos

Pensa na coisa que mais gostas de fazer. Agora escreve num papel quanto tempo é que lhe dedicas por semana, em média. Se escreveste:
  • 0 minutos (ou algo parecido), este post é especialmente para ti!
  • Um intervalo de tempo razoável, dou-te os meus parabéns! Sabes gerir o teu tempo e consegues arranjar espaço no teu horário para fazeres aquilo de que gostas.
  • Mais de 84h e a coisa em que pensaste foi dormir, sugiro que leias isto.

Vamos lá. Como já deves ter percebido, hoje vamos falar sobre o tempo que cada um investe naquilo que gosta de fazer. E vamos fazê-lo de uma forma especial. Imagina que uma amiga tua (a Sara) chega ao pé de ti e diz:
“Há um ano que não tenho tido tempo para nada! Nem para correr, que é a coisa que mais gosto de fazer, nem para estar com os meus amigos.” O que é que responderias? Experimenta isto:

“Querida Sara, os dias têm a mesma duração para toda a gente. Não tenho dúvidas que tens tido tempo para alguma coisa, quanto mais não seja para comer, trabalhar e dormir. Desta forma, acho que o problema não está tanto no tempo que tens disponível, mas mais com as tuas prioridades.

Se calhar, o que se passa é que correr e veres os teus amigos não está na tua lista de prioridades. Será que eras capaz de abdicar de tempo a ver televisão, ou mesmo a trabalhar, para o investires no que dizes serem os teus maiores interesses? Se sim, fá-lo sem hesitar e com a regularidade que for possível. Se não, talvez devesses repensar sobre aquilo que realmente é importante para ti.


Às vezes gostamos mesmo de uma coisa, mas deixamos que o trabalho ou outros interesses de menor importância suguem todo o tempo disponível que temos. Toma um tempinho e vê se é isso que te está acontecer.

Mais ainda: surpreendentemente, as coisas que nos dão mais gozo fazer nem sempre dão um gozo imediato. Eu gosto de [preenche com um gosto teu] mas nem sempre tenho a maior vontade do mundo para o fazer, quando chega a altura para tal. Um amante de corrida como tu, nem sempre sente que ir correr às 7 da manhã de uma segunda-feira é o que lhe apetece mais fazer. Mas no final vale a pena e até soube bem.



Aqui ficam algumas dicas para levares os teus interesses adiante:
  • Define objetivos: marca corridas no teu calendário e planeia encontros com a tua amiga. Mas nada de pressas exageradas! Os propósitos devem ser “poucos, práticos, possíveis e progressivos”, como dizia o Pe. Pinto Magalhães.
  • Define prazos: os objetivos são ótimos. Mas ficam ainda melhores se forem acompanhados por um prazo. Uma pressãozinha em termos de tempo nunca fez mal a ninguém, e é bem capaz de te ajudar a cumprir os objetivos a que te propuseres. Se disseres a ti mesma que daqui a 1 mês queres ter menos 2 kg, vais dar por ti a correr mais e melhor, de forma a cumprires o teu objetivo dentro do prazo.


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The Time One Doesn't Save to Do What He Likes

Think about that one thing you enjoy doing the most. Now write down on a piece of paper the average amount of time a week that you dedicate to it. If you wrote:
  • 0 minutes (ou something like it), this post is specially meant for you!
  • A reasonable interval of time, I congratulate you! You know how to manage your time and you can actually spend some of it doing what you like.
  • More than 84 hours and the thing you thought about was sleeping, I suggest you read this (but learn some portuguese first).

Ok, let’s move on. As you have probably understood by now, today we are speaking about the amount of time that one invests in what he/she likes to do. And we are going to do it in a special way. Imagine a friend of yours named Sarah comes to you and says:
“This last year I’ve been having absolutely no time for anything! Neither to run, which is the thing I like to do the most, nor to be with my friends.” What would you answer? Try this:

“Dear Sarah, each day has the exact same amount of hours for everyone. I have no doubts that you’ve been having time for at least eating, working and sleeping. So the problem here might not be so much about lack of time, but rather about your priorities priorities.

Maybe what’s happening is that running and meeting your friends are not in your list of priorities. Would you be able to give up some time of watching television, or even of work, to invest it in something which you claim that is in your biggest interests? If so, do it as regularly as possible and without hesitating. If not, maybe you should rethink about what you think is really important for you. Sometimes we really like something but we let work and other occupations suck away all the time that we have available.

And I’ll tell you more: surprisingly, the things we like to do the most don’t always provide us with an immediate pleasure. I like [fill in with a taste of your own] but I don’t feel like doing it all the time. A jogging lover such as you not always feels like go on a rua at 7am on a Monday. But in the end it’s worth the effort.



Here are some tips that might help you with spending more time doing what interests you the most:

  •       Set goals: Schedule some jogging time in your calendarar na plan some meetings with your friends. But no exhagerated rush! Objectives should be “a few, practical, possible and progressive”, as priest Pinto Magalhães said already.
  •  ·   Set deadlines: objectives are great. But they get even better provided that they are accompanied by a deadline. A little pressure in terms of time has never hurt anyone, and it might be a really good help when it comes to fulfill the objectives you’ve set out for yourself. Say your self that in 1 month you want to have 2kg less, and you’ll notice that you’ll run more times and in na improved way, so you can accomplish your objective in time.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Já Fazes Isso! Primeiro Limpa o Frigorífico








Quando um fã lhe perguntou como escrever um romance, Ernest Hemingway respondeu que a primeira coisa a fazer era limpar o frigorífico.

À primeira vista, esta tirada do escritor parece falar-nos de um hábito de qualquer dona-de-casa. E pode ser que fale, mas a meu ver ainda fala de mais. Aqui ficam três coisas que me vêm à cabeça:





1. Há coisas que demoram bastante tempo a fazer, por isso não vale a pena tentar fazê-las de uma só vez

Nunca escrevi um livro mas acredito que requeira bastante tempo de quem o faça. Será isso razão suficiente para que os escritores tenham períodos de hibernação criativa nas suas vidas, em que não fazem mais nada para além de escrever? Suspeito que não!! É preferível levar a vida de forma natural e saudável, dando a todas as outras coisas (família, amigos, limpeza do frigorífico, etc.) o tempo que necessitam. Só assim se terá a cabeça realmente saudável na altura do trabalho duro - seja ele qual for.


2. Parte do processo de fazer X está em fazer Y
Se, para escrever os posts deste blogue, eu me convencesse que podia simplesmente sentar-me com papel e caneta e que as palavras começariam a fluir de forma natural, estava tramado! Há um espaço de tempo que, por mais inútil e pouco produtivo que pareça, é da maior importância que há. É aquele em que penso sobre o que vou escrever. Ou então é um inesperado momento a meio de uma conversa, por exemplo, em que uma ideia aparece. Poderia mesmo escrever o post se não tivesse tido a discussão anterior?

3. Os bons escritores sabem pôr-nos a pensar com as frases que dizem, disso não há dúvida...


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You Will Do That in a Moment! Start by cleaning the fridge













When asked by a fan on how to write a novel, Ernest Hemingway said that the first thing to do was cleaning the fridge. 

At first sight, this intervention by the writer seems to tell us about a habit of any house maid. And it might, but from my point of view it goes even deeper. Here are three things that popped into my head:



1. There are things that take a long time to do, so it's not worth it trying to do them in a single time
I've never written a book, but I believe it requires a lot of time from who does. Is that enough reason for writers to have periodes of creative hibernation in their lives, in which they do nothing but writing? I suspect not!! You'd rather live your life in a natural and healthy way, spending the proper amount of time with all the other things in your life that need it (family, friends, cleaning the fridge, etc). Only this way will one have a good enough state of mind when it comes to hardworking - whatever it is about.





2. Part of the process of doing X is in doing Y
If, in order to write the posts for this blog, I would convince myself that I could simply sit down with a piece of paper and a pen, and words would start naturally flowing, I would have a hard time writing them every week. There's a space of time which, as useless and little productive as it might seem, is extremely important. It's the one during which I think about what I'm going to write on. Or it might be an unexpected moment, in the middle of a conversation, in which an idea comes into my head. Would I be able to write the post, hadn't I had the previous conversation?


3. Good writers know how to say the right things to put our minds to think,  no doubt about that! 








quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Guia Para Encontrar um Potencial Católico Num Bar

São 10 da noite de sexta-feira e tu e os teus amigos decidem ir a um bar. Ainda é cedinho quando chegas lá, só uma mesa é que vai na segunda rodada de bebidas. Sentam-se e um dos teus amigos vira-se para ti e diz: “Olha só para aquele! Espera lá… Ele está a rezar o terço???” – e pronto, acabaste de descobrir um Católico no meio da multidão.


AHAH, got you! Apesar de ter consciência do valor inestimável da oração, o Católico também sabe que cada coisa tem o seu lugar e tempo devidos. Um bar é um sítio para se conversar com os amigos e dar um pezinho de dança (ou mostrar um de chumbo, para os especialistas), tanto para Católicos como para os que não o são. Na verdade, há poucos aspetos (mas importantes) em que poderás ver alguma diferença na forma como crentes e não crentes se comportam num bar. Vale a pena olhá-los de perto:


Porque é que é pecado? E o que é um pecado, afinal de contas?

Começando pela segunda pergunta, de forma muito simples o pecado é uma falta contra a razão, a verdade e a recta consciência (ler pontos 1849 e 1850 do catecismo da Igreja Católica). O pecado pode ser pequeno ou gigantesco, e a Igreja utiliza os termos venial e mortal para defini-los, respetivamente.

Respondendo agora à primeira questão, “beber em excesso é um pecado porque prejudica a saúde e porque a intemperança produz facilmente outros efeitos nocivos”. Se há alguma diferença entre o ficar alegre ou ficar podre de bêbado? Sim, há! É a diferença entre cometeres um pecado pequeno, na terminologia que usei há bocado, e um gigantesco! E a razão de ser disto é que, numa bebedeira séria, a pessoa perde completamente o uso da razão, já não sabe o que fazFicar alegre nem sequer tem de ser pecado, é quase como ires ao cinema e saíres de lá todo entusiasmado por causa do filme. Se não trouxer consequências para a saúde da pessoa, das que estão à sua volta e para a sua relação com Deus, está tudo OK.





O que está longe de ser verdade é que um Católico não pode beber álcool. É o excesso que é condenado, e não a prática em si.





Um Católico não vai a um bar ou discoteca para arranjar uma curte, maximizar o prazer que consegue retirar dela, e voltar para casa descansado da vida.
Porquê? Provavelmente há mais razões, mas uma delas é o facto de que o ato que descrevi constitui uma instrumentalização de outra pessoa para obtenção de um prazer pessoal, e muito provavelmente sem vista aos efeitos emocionais que poderá causar... E será que preciso mesmo de recorrer aos ensinamentos da Igreja relativamente a este assunto? Lá no fundo, que tipo de relações é que queremos ter?

Agora, isto quer dizer que um Católico não pode dançar com uma rapariga amiga, ou que não conheça (e vice-versa)? Claro que não! A palavra-chave aqui é instrumentalização, como já referi. Qual a intenção dos teus atos? Divertires-te, passares um bom bocado com outra pessoa sem fazer dela um instrumento para qualquer coisa? Então força!

Quanto ao guia que o título do meu post promete fazer, se queres mesmo tentar adivinhar quem é um potencial* Católico num bar ou discoteca, procura por algum dos comportamentos que referi. É capaz de ser um jogo engraçado!

*potencial, visto que assim como é muito provável haver católicos que não vivem de acordo com a sua fé, também é possível encontrar boas pessoas que não sejam católicas!


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Guide to Find a Potential Catholic In a Bar

It's 10pm on a friday night and you and your friends decide you're going to a bar. It's still early, so only one of the tables is already in the second round of drinks. You sit down and one of your friends comes to you with this one: "Look at that guy! Wait a moment... Is he praying the rosary???" - and that's it, you've just found a Catholic in the middle of a crowd.


AHAH, got you! In spite of being aware of the priceless value of prayer, a Catholic person knows that everything has its proper place and time. A bar is a place where you talk to your or friends, or show your dancing skills (or the absence of such - for the specialists) as much for Catholic people as it is for those who are not. In fact, there are only a few issues (but important ones) in which you might notice some differences in the way that believers and non-believers behave. Let's take a closer look at some of them:


Why is it a sin? And what is a sin anyway?

Beginning with the second question, and in a simple way, a sin is a foul against reason, truth and rightful conscience (read bulllet points 1849 and 1850 from CCC - cathecism of the catholic church). The sin can be little or gigantic and the Church uses the terms venial and mortal to define them, respectively.

Answering to the first question, "overdrinking is a sin because it harms one's health and because imtemperance easily causes other harmful effects". Is there any difference between the "getting happy" feeling and being completely drunk? Yes, there is one! It's the difference between commiting a sin that's small, using the terminology above, and one that's gigantic! And the reason why this is so is that, in a serious state of drunkness, the person completely loses the use of reason and knows no longer what she's doing. Getting "happy" does not even have do be a sin, provided that it does not have any consequences to one's health, the one of the people around them and to their relationship with God. 

What's far from being true is that a Catholic cannot drink alcohol. It's the overdrinking that's condemned, not the drinking itself.


A Catholic does not go to a bar or disco to have a one night affair, get as much pleasure as he/she can from it, and go back home with a tranquil mind.
Why? There are probably more reasons why, but one of them lies in the fact that the act I described is an example of a sheer instrumentalization of another person in order to get personal pleasure, and much likely not taking into account the other person’s feelings… And do I really need to turn to church’s teaching regarding this matter? Deep down, which type of relationships do we want to have?

Now, does this mean that a Catholic cannot dance with a friend or someone who he/she does not know at all? Of course it doesn't (mean that...)! I'd say the keyword here is instrumentalization, as I've mentioned before. What's the intention of your actions? Having fun, hang out for a while without making an instrument out of him/her? Then go ahead!

As for the guide that my post's title promises to make: if you really want to try and guess who's a potential* Catholic in a bar or disco, try to find some of the behaviours I described. It might be a fun game!

*potential, as not every Catholic always behave according to what the Church teaches (for not knowing it or rejection of such), and because there are also some non catholic people who behave the way I described.