quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Legalizar a marijuana: porque não?"


No primeiro sábado de Maio, um grupo considerável de pessoas levantou-se da cama com um evento muito peculiar assinalado na agenda: uma manifestação a favor da legalização da marijuana ou, como alguns cartazes sugeriam, a favor da liberdade de escolha.


 
O que é?
Para quem não sabe o que é a marijuana, este é um termo que se refere às folhas secas da planta Canábis. É um dos derivados desta planta e, como tal, é conhecida por estimular nos seus consumidores um maior debate social (não do tipo que se pretende neste blog).  Leve ou da pesada, quente ou fria, a marijuana é uma droga e basta fazer uma rápida pesquisa no Google para ficar a conhecer a enorme lista de efeitos nocivos que esta tem sobre a saúde das pessoas.
 
Quanto à entrevista, tenho algumas ideias que gostaria de partilhar convosco:

Ideia 1 – Será que escolhem mesmo?
Acho curioso que um dos motes adotados pelos manifestantes tenha sido a liberdade de escolha quando, na minha opinião, as drogas representam precisamente o contrário. Não está a ser livre quem fuma uma ganza só porque o grupo de amigos faz o mesmo. É o grupo que está a escolher por ele, não a própria pessoa, que se sujeitou à vontade dos outros em vez de respeitar a sua. E à medida que o tempo vai passando, à medida que a pessoa se vai habituando ao consumo da droga, mais óbvio se torna que a dependência surge em detrimento da liberdade. Deixa de ser um grupo de amigos a sugerir umas passas, passa a ser o corpo da própria pessoa que grita pela substância, que se contorce se não lhe for dado aquele pequeno deleite (ver minuto 1:57 – as 5 graminhas por dia). Acontece que o vício e a liberdade não podem, jamais, coexistir. O vício é possessivo, é territorial, assim que se aconchega dentro de uma pessoa não deixa um espacinho que seja para a liberdade.

 

 Ideia 2 – Onde está a felicidade nisto?
Minuto 2:25 – “Não, sem charros não me consigo sentir bem.”
Segundo informação do instituto de drogas e toxicodependência, a razão que leva mais pessoas a consumir os derivados da canábis é: ser um relaxante e social, uma droga de recreio que realça as cores e os sons. Eu pergunto-me como é possível que o conceito de felicidade de algumas pessoas, a noção do que é sentir-se bem, se resuma a uns breves momentos de alienação da realidade. Optar por este caminho é abdicar de si mesmo, é dizer para dentro que não gostamos de nós tal e qual como somos e que precisamos de uns estimulantes para ser aquele tipo ideal e descontraído. Ver o mundo a cores quando o cenário está negro pode ser bom, mas só quando somos nós e as nossas doses de otimismo que o pintamos dessa forma. A cor da droga é fraca e efémera, desaparece do quadro com a mesma rapidez com que surgiu.


Acho que é urgente que as pessoas entendam que a vida tem um ritmo próprio. Se hoje não conseguimos ultrapassar aquele obstáculo que há tanto tempo nos atormenta, se hoje ainda não temos o à vontade suficiente para ir falar com aquela rapariga ou aquele rapaz que nos interessa, então esperamos. Ou se não esperamos, agimos, mas sempre pelo nosso andar e não com as moletas da droga, que a qualquer momento se dobram e nos deixam espatifados no chão.


As imagens utilizadas foram retiradas daqui: http://www.idt.pt/PT/CentroDocumentacao/MateriaisPrevencao/Documents/Desdobravel/2008/12/desdobravel_cannabis.pdf

18 comentários:

  1. acho que, mais uma vez, retratas bem o assunto. as pessoas não compreendem que a droga é mesmo isso, um vício. pensa se que controla-se mas quando se dá conta, é a droga (neste caso, a marijuana) que controla. alguém que me era importante meteu-se nisso... e foi piorando com o tempo, porque julgava que controlava "a situação". mais, quem se mete nisso esquece-se que não se magoa apenas a ele/ela próprio(a), mas magoa aqueles que fazem parte da sua vida. entra-se num ciclo vicioso de mentiras, de desilusões... para não falar do perigo que é para a saúde.

    enfim, beijinho Miguel e continua :) *

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  2. Fá, eu nunca tive nenhum amigo que se metesse nas drogas da forma que falas, mas imagino que seja terrível para ambos. O pior é a leviandade com que muitas vezes se começa a consumir estas substâncias, sem se dar por ela, como dizes, entra-se no ciclo vicioso.

    Beijinhos

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    1. nem mais... é muito complicado assistir de perto a uma situação destas. cada um sabe de si, mas quando toca aos nossos... é sempre diferente.

      beijinhos!

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  3. E o vício de liberdade, é viciante ou libertador?

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  4. Essa questão é paradoxal.. pois se tivermos um vício, independentemente de qual seja, não conseguimos ser livres. A minha opinião é que o caminho para a liberdade não pode ser assim tão níveo, ou seja, não resulta só de mim, mas, sim do triÂngulo entre mim (que tenho de me aceitar), de Deus(que tenho de conhecer, e mais, tenho de me entregar a ele conscientemente) e dos Outros.. só quando conjugamos estes três fatores conseguimos realmente caminhar em direção a essa liberdade, sabendo que nunca a iremos atingir totalmente num modo terreno.
    Mais um excelente post Miguel

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    1. pá..deus não é para aqui chamado

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    2. Anónimo6 de Julho de 2012 13:53:
      Nem mais, obrigado pela resposta à questão da Sara Braga. Deste-nos também uma excelente perspetiva quanto à liberdade em si. Infelizmente, vê-se por aí muita gente que só pensa no seu papel nesse triângulo de que nos falas, quando toca a avaliar a sua liberdade - "Sou livre se fizer o que me apetecer". Sem falar da importância de Deus neste assunto, basta que ignoremos o papel dos Outros para perceber que a liberdade em causa terá um sabor bem amargo...

      Anónimo 7 de Julho de 2012 08:33:
      Não sei se és crente ou não, por isso vamos pôr as coisas de outra maneira. Imagina que um miúdo de 5 anos decide pegar numa faca que tem em casa e levá-la para o infantário, onde se magoa e aos colegas. Achas que os pais tinham alguma coisa a ver com o assunto?
      Eu acredito que Deus foi quem me deu a vida, como a ti e qualquer outra pessoa. Por isso sim, Deus é para aqui chamado, porque qualquer dependência de drogas legais ou ilegais é um atentado contra essa vida que me foi dada.

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    3. isso é absurdo... nesse caso, o alcool também devia ser ilegal. Porque é um atentado à vida que te foi dada!

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    4. Caro Anonymous 9 de Julho de 2012 08:34,

      Quanto ao álcool, tenho a dizer:
      1 copo de vinho não faz mal nenhum ao corpo do ser humano. Simplesmente é bom, sabe bem e as pessoas podem bebê-lo e continuar donas de si mesmas.
      Se, por outro lado, beberes em quantidades que criem uma dependência pelo álcool, então é óbvio que perdes parte do controlo que tens sobre ti mesmo, assim como provocas consequências prejudiciais para a tua saúde.
      Sabendo isto, será que o álcool devia ser ilegal? Não! O álcool só é um atentado à vida que nos foi dada se for consumido em quantidades para além do aceitável. Parece-me que o Estado não deve simplesmente intervir no sentido de retirar a TODA a gente o direito de beber o copo de vinho que lhe apeteça, quando isso não traz necessariamente consequências nefastas para a tua saúde ou condição mental.

      Relativamente à marijuana, escusado será dizer que a dependência desta substância, independentemente dos seus efeitos serem menos maus ou piores que os do alcoolismo, é prejudicial para o corpo humano. Desta forma, a questão da legalização ou não da marijuana prende-se, a meu ver, com o seguinte:
      - Se fosse possível fumar marijuana simplesmente porque é bom (ao nível do álcool), sem que esse ato simples e singular trouxesse efeitos significativos de alienação da realidade, assim como uma potencial dependência da substância, então talvez a marijuana devesse ser legalizada.
      No entanto, tenho sérias dúvidas que assim seja, daí que tenha escrito o post a suportar a minha opinião de que não devia ser legalizada.

      Teria de estudar melhor os efeitos da marijuana sobre o corpo humano, mas pelo que já consegui perceber , mesmo entre quem percebe do assunto não existe grande consenso quanto aos efeitos da mesma.

      Enquanto não aparecer nenhum estudo completamente conclusivo quanto ao assunto (se é que ainda não apareceu), sou apologista de que o Estado deve permanecer firme contra a legalização da marijuana. Pode estar a prevenir que muita gente se perca num potencial vício, ou que simplesmente se habitue a viver "noutro mundo" que não este.

      Acho que o argumento utilizado do "deixa as pessoas fumarem a sua ganza em paz, ninguém tem nada a ver com isso" não pega... Quanto a isso, acho que o Estado deve promover e defender o bem-estar dos cidadãos do seu país. Se, para tal, tiver de recorrer a leis paternalísticas (como é o caso da multa que se leva por não ter cinto de segurança), então que o faça.

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    5. sim, está bem. mas sinceramente, Deus não pode ser utilizado como argumento para a ilegalização da marijuana.. a meu ver, estás te a aproveitar do nome de deus para tentar defender um ponto de vista...

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  5. epa deixa as pessoas fumarem a sua ganza em paz, ninguém tem nada a ver com isso

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  6. hahahah boa lavagem cerebral que levaste senhor miguel x) e agora ja em tentativa (bastante obvia deixa que te diga) de fazer o mesmo a quem nao te chateia hahaha. Quanto a este texto so tenho a dizer ridiculo, nao disseste uma unica coisa que nao fosse completamente manipulada pela tua opinião o que tirou completamente a objectividade ao texto que passou a ser uma coisa completamente subjectiva ainda por cima sobre um assunto do qual nao sabes rigorosamente nada (pareceme que uma ganza e mesmo o que tas a precisar a ver se ficas menos fechadinho).. hahaha. Ja agora, achei a este blogzinho pseudo-inteligente, sinceramente acho ridiculo mas achei que ias gostar do elogio.
    Quanto ao ultimo paragrafo do texto nao sei se tens bem noçao da baralhaçao que fizeste so para ter algo a apontar mas has de reler e ver o video e se fores 10% do inteligente que queres ser ,sr.robô, talvez chegues la.

    Ass: Anti-Censura

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    1. Boa noite anónimo. Vou tentar responder o mais educadamente possível à tua série de comentários, que curiosamente apresentam uma série de características que apontaste como defeitos ao meu texto.

      Desde quando é que dar uma opinião pessoal sobre um tema tira a objetividade à mesma? Suspeito que a palavra que querias usar era imparcialidade. Mas mesmo nesse caso, eu fui imparcial onde devia ter sido - na altura de afirmar que a marijuana é uma droga e quando me referi a outras fontes. O resto do post é uma opinião, como é óbvio (os blogues costumam servir para expô-las).

      Não gostei assim tanto do elogio, mas foi uma boa tentativa da tua parte :). Ah espera lá, mas se estás a dar a tua opinião relativamente ao meu blogue, isso não faz do teu comentário um discurso sem sentido e objetividade nenhuma, ao qual não deve ser dada atenção?

      Quanto ao último parágrafo: tens razão, a ideia está confusa e da forma que a formulei nem faz muito sentido - vou apagar do texto.
      A ideia que queria transmitir é que, não é por uma coisa péssima trazer efeitos secundários maus, que se deve legalizar o péssimo para acabar com os efeitos maus.

      Acho piada à assinatura, hás de me dizer quando é que foi feita censura a alguém neste blogue. Eu se fosse a ti assinava como Zorro, é mais dramático e a aplicabilidade à realidade é a mesma.

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  7. e ja agora quanto ao teu post sobre que a marijuana e um atentado a vida que te foi dada (blah blah catolic crap). Se deus te deu vida entao tambem foi deus que criou a marijuana e se ela e algo criada por deus como tu como pode ser um atentado contra a obra dele?

    ass: ANTI-CENSURA

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    1. Não é a marijuana que é um atentado contra a obra d'Ele, mas simo consumo da mesma com o único objetivo da alienação da realidade

      Ass: Batman

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  8. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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    1. Eliminado por teres recorrido a insultos. Não tolero isso no meu blogue. Fala educadamente e responderei às questões que pões.

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  9. falar em anonimo e facil , anonimo

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