quarta-feira, 30 de maio de 2012

21 maneiras de usares o teu CAP


CHAPÉU
Objeto intemporal de moda, resguardo nos dias quentes de Verão, acessório indispensável para o pessoal do hip hop. É verdade, hoje em dia encontra-se chapéus de todos os tamanhos e feitios, e vê-se pessoas a utilizá-los das mais variadas formas. Independentemente de seres um grande adepto desta peça de roupa, ou apenas um utilizador pontual, não há forma de negar que o chapéu dá mesmo jeito quando o calor aperta!

Por causa disso, e como eu não quero que este Verão te vejas na mão com um chapéu, mas sem saberes como o utilizar, aqui ficam 21 sugestões.

Conselho principal (de quem percebe zero de moda): não te limites a usar o teu chapéu!, encarna a personagem que decidires associar-lhe...


Discreto

Cool

Destemido

Pastor

Agente Secreto

Medo de Olhar nos Olhos

 Simplesmente Estúpido 1

 Simplesmente estúpido 2

 VIROU MODA!

Homem das obras

Esquecido (e estão 35º à sombra)

Negligé

Enganador

Brincalhão

Extremamente cauteloso

Tonecas

Agradecimento

Cavalheiro

Jogador de Ténis

Michael Jackson
Telepizza





















                                                                            

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Um grande obrigado ao Rodolfo Nona, que teve de cancelar um desfile para poder fazer esta sessão fotográfica.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

II - As Gerações Roubadas e a Nobreza de Quem Pede Desculpa


“Às Gerações Roubadas, digo o seguinte: como primeiro-ministro da Austrália, peço desculpa.”

4º O MERGULHO: Dizê-lo frente-a-frente
Na altura de pedir desculpa a qualquer pessoa, há que dizê-lo sem medo, cara-a-cara e a alto e bom som. Sabe bem a qualquer pessoa ouvir um pedido de desculpas sincero e direto, e muitas vezes é o suficiente para resolver problemas pendentes.
Agora, dependendo da situação em que cada um se encontra, pode cair muito bem um bocadinho de humor na forma como se pede desculpa.


Uma brincadeira destas é capaz de sair bastante cara ( por 487,50€ o avião já vos faz um percurso razoável), mas também pode deixar a Maria impressionada. Se toda a estratégia do pedido de desculpas não se basear somente numa destas acrobacias, a rapariga ou rapaz até é capaz de achar piada à ideia e, quem sabe, esquecer águas passadas.

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“Sei que, ao fazer este pedido de desculpa em nome do Governo e do Parlamente, não há nada que possa dizer hoje que faça desaparecer a dor que sofreram pessoalmente”

5º SUSTER A RESPIRAÇÂO – Compreender que podemos arrancar o prego, mas o buraco fica
As nossas palavras, por mais bem intencionadas que sejam, não podem desfazer o passado. Quando alguém fica magoado por causa de algo que tenhamos feito, magoado mais do que chateado, então é preciso perceber que a dor não arreda pé com facilidade. E aí não vale a pena insistirmos com a pessoa. O perdão não depende somente da nossa vontade, há que saber esperar ansiosamente pela sua chegada.

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“Para nós, o simbolismo é importante, mas, a menos que o grande simbolismo da reconciliação seja acompanhado por uma substância ainda maior, é pouco mais do que o soar de um gongo. São as nossas ações, não os nossos sentimentos, que ficam para a história.”

6º VOLTAR À TONA: traduzir em ações o desejo de ser desculpado
Agora é que a coisa se torna mais difícil. É neste fase que somos obrigados a parar um bocadinho e a pensar sobre os comportamentos que queremos alterar na nossa vida. Se definirmos metas concretas como, por exemplo, deixar de criticar constantemente a pessoa x, ou evitar questionar aquilo que ela diz, então estaremos no caminho certo para sermos verdadeiramente perdoados.

A minha opinião sobre aquilo que um pedido de desculpas NÃO é:
a. Murmurar entre-dentes a palavra desculpa, enquanto se olha para o chão e nos afastamos da pessoa;
b. Uma sms solitária;
c. A oferta de uma prenda bem choruda;
d. O alívio de um peso na nossa consciência – isto é mais uma consequência de pedirmos desculpa sinceramente;
e. Um berro para que o máximo número de pessoas fique a saber do sucedido.


Recapitulando, aqui estão os passos do pedido de desculpas ideal, construído com base no discurso de Kevin Rudd:
1º passo – Reconhecer que foi feito algo de mau
2º passo (opcional) – Assumir responsabilidades pelos atos de outrém
3º passo – Encarar a verdade
4º O MERGULHO - Dizê-lo frente-a-frente
5º SUSTER A RESPIRAÇÂO - Compreender que podemos arrancar o prego, mas o buraco fica
6º VOLTAR À TONA - traduzir em ações o desejo de ser desculpado

Os leitores mais atentos terão certamente reparado que, na parte I deste post, tinha-me comprometido a fazer o pedido de desculpas ideal em 7 passos. Reconheço que falhei no número. Até podia inventar uma justificação plausível, mas a verdade é que achava mesmo que seriam sete. Peço-vos desculpa, através do meio de comunicação que tenho à minha disposição, um semi-tête-à-tête. Espero que não tenha deixado nenhum leitor magoado com esta minha falha, e prometo, de futuro, fazer um esforço por cumprir com aquilo a que me comprometer. E esta, han?





quarta-feira, 16 de maio de 2012

I - As Gerações Roubadas e a nobreza de quem pede desculpa


Todos nós, em inúmeras ocasiões das nossas vidas, nos vemos obrigados a pedir desculpa a alguém. Seja em casa ou na escola com pessoas que conhecemos, seja em plena rua junto de desconhecidos, há situações que pedem as nossas desculpas. Porque pedir desculpa é reconhecer, perante mim e a outra pessoa, que não sou perfeito e me arrependo daquilo que fiz; é mostrar a quem magoámos que nos preocupamos com ela.

“Mas desde quando é que pedir desculpa muda alguma coisa?! Se está feito, está feito!”

Pois, interlocutor imaginário, tens razão num aspeto mas falhas redondamente noutro. Pedir desculpas não muda o passado, é verdade, mas pode mudar o futuro. Pode até mudar o mundo, pensa Chris Abbott, opinião com a qual concordo plenamente. No seu livro “21 discursos que mudaram o mundo”, um dos discursos escolhidos para análise foi precisamente o de um pedido de desculpas, feito pelo ex-primeiro-ministro Australiano ao povo indígena do seu país, apenas há 4 anos, em 2008.

Fazendo uma brevíssima contextualização histórica, as Gerações Roubadas representam todas as crianças indígenas ou de ascendência mista, que foram retiradas às suas famílias na Austrália, entre meados do século XIX e a década de 1970. Com esta iniciativa, o Estado e os governos federais, sob a influência dos invasores Europeus, pretendiam que a cultura indígena fosse assimilada pela europeia.

 “E o que é que eu tenho a ver com esta história toda? Eu nunca tentei roubar uma geração!”

Acredito que nunca tenhas tentado fazê-lo, mas uma coisa é certa: já tiveste de pedir desculpa a alguém. E como, muito provavelmente, terás de fazê-lo novamente durante a tua vida, mais vale ver o que podemos aprender com este magnífico discurso e tentar construir o pedido de desculpas ideal (ideia utópica – mas vá, ficam aqui alguns pontos-chave que podem ajudar). As próximas passagens são citações feitas do discurso de Kevin Rudd, do qual fica uma pequena parte em baixo.



“É por isso que o Parlamento está hoje aqui reunido: para lidar com estes assuntos pendentes da nação, para remover uma grande mancha da alma da nação e, num espírito de reconciliação verdadeira, abrir um novo capítulo na história deste grande país, a Austrália.” 

1º passo – Reconhecer que foi feito algo de mau
Independentemente de termos agido mal ontem ou há um ano, temos de nos responsabilizar por aquilo que fizemos, reconhecer que há assuntos e pessoas que precisam de atenção agora.
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 “Nós, os parlamentos da nação, somos responsáveis, não aqueles que puseram as nossas leis em prática.”

2º passo (opcional) – Assumir responsabilidades pelos atos de outrém
Nem sempre somos nós os participantes diretos de uma ação que magoou alguém. Mesmo que isso aconteça, muitas vezes é a nós que cabe o papel de fazer o mea culpa. Pode ser complicado, mas é um ato nobre e próprio de quem está seguro de si próprio.
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“Esta não é, como alguns diriam, uma visão negativa da história; é apenas a verdade: a verdade fria e incómoda, tal como ela é – temos de encará-la, lidar com ela, e seguir em frente a partir daí.”

3º passo – Encarar a verdade
Até estarmos completamente conscientes de que um pedido de desculpas é realmente necessário, acontece tentarmos convencer-nos de que a pessoa ficará bem sem ele. Mas a verdade, fria e incómoda, é para se encarar de frente e com a consciência tranquila.
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“Às Gerações Roubadas, digo o seguinte: como primeiro-ministro da Austrália, peço desculpa.”

4º passo – Não percas o próximo post!!

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Caros leitores, para a próxima semana podem contar com os 4 passos finais do pedido de desculpas ideal, assim como uma breve dissertação minha sobre aqueles pedidos de desculpa que, na verdade não o são.

Entretanto, uma vez que ainda não estão munidos de toda a informação que possamos aproveitar do discurso de Kevin Rudd, sugiro que não façam nada de que tenham de se desculpar! A não ser que queiram ficar pelo 3º passo, claro, mas aí correriam o risco de a outra pessoa não vos levar muito a sério.

Já agora, alguém tem ideia de quais poderão ser os próximos passos? Quais é que completariam bem este guia, na vossa opinião?

Para verem o discurso completo de Kevin Rudd, pesquisem no youtube pelo mesmo. Está dividido em 3 partes, aqui está a primeira: http://www.youtube.com/watch?v=SUVnAp4lXfI



quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Legalizar a marijuana: porque não?"


No primeiro sábado de Maio, um grupo considerável de pessoas levantou-se da cama com um evento muito peculiar assinalado na agenda: uma manifestação a favor da legalização da marijuana ou, como alguns cartazes sugeriam, a favor da liberdade de escolha.


 
O que é?
Para quem não sabe o que é a marijuana, este é um termo que se refere às folhas secas da planta Canábis. É um dos derivados desta planta e, como tal, é conhecida por estimular nos seus consumidores um maior debate social (não do tipo que se pretende neste blog).  Leve ou da pesada, quente ou fria, a marijuana é uma droga e basta fazer uma rápida pesquisa no Google para ficar a conhecer a enorme lista de efeitos nocivos que esta tem sobre a saúde das pessoas.
 
Quanto à entrevista, tenho algumas ideias que gostaria de partilhar convosco:

Ideia 1 – Será que escolhem mesmo?
Acho curioso que um dos motes adotados pelos manifestantes tenha sido a liberdade de escolha quando, na minha opinião, as drogas representam precisamente o contrário. Não está a ser livre quem fuma uma ganza só porque o grupo de amigos faz o mesmo. É o grupo que está a escolher por ele, não a própria pessoa, que se sujeitou à vontade dos outros em vez de respeitar a sua. E à medida que o tempo vai passando, à medida que a pessoa se vai habituando ao consumo da droga, mais óbvio se torna que a dependência surge em detrimento da liberdade. Deixa de ser um grupo de amigos a sugerir umas passas, passa a ser o corpo da própria pessoa que grita pela substância, que se contorce se não lhe for dado aquele pequeno deleite (ver minuto 1:57 – as 5 graminhas por dia). Acontece que o vício e a liberdade não podem, jamais, coexistir. O vício é possessivo, é territorial, assim que se aconchega dentro de uma pessoa não deixa um espacinho que seja para a liberdade.

 

 Ideia 2 – Onde está a felicidade nisto?
Minuto 2:25 – “Não, sem charros não me consigo sentir bem.”
Segundo informação do instituto de drogas e toxicodependência, a razão que leva mais pessoas a consumir os derivados da canábis é: ser um relaxante e social, uma droga de recreio que realça as cores e os sons. Eu pergunto-me como é possível que o conceito de felicidade de algumas pessoas, a noção do que é sentir-se bem, se resuma a uns breves momentos de alienação da realidade. Optar por este caminho é abdicar de si mesmo, é dizer para dentro que não gostamos de nós tal e qual como somos e que precisamos de uns estimulantes para ser aquele tipo ideal e descontraído. Ver o mundo a cores quando o cenário está negro pode ser bom, mas só quando somos nós e as nossas doses de otimismo que o pintamos dessa forma. A cor da droga é fraca e efémera, desaparece do quadro com a mesma rapidez com que surgiu.


Acho que é urgente que as pessoas entendam que a vida tem um ritmo próprio. Se hoje não conseguimos ultrapassar aquele obstáculo que há tanto tempo nos atormenta, se hoje ainda não temos o à vontade suficiente para ir falar com aquela rapariga ou aquele rapaz que nos interessa, então esperamos. Ou se não esperamos, agimos, mas sempre pelo nosso andar e não com as moletas da droga, que a qualquer momento se dobram e nos deixam espatifados no chão.


As imagens utilizadas foram retiradas daqui: http://www.idt.pt/PT/CentroDocumentacao/MateriaisPrevencao/Documents/Desdobravel/2008/12/desdobravel_cannabis.pdf

terça-feira, 1 de maio de 2012

Ah!, se Eu lá Estivesse com os Meus Francos!


Soa-te familiar esta frase? Nunca te veio à cabeça, quando ouvias o relato de algum acontecimento violento, ou da morte de alguém inocente, um pensamento parecido a este? Pois a mim já, e costuma ser mais ou menos deste género: “ah! Se eu lá estivesse para fazer os meus golpes de taekwondo, aí é que era bonito!” (PS 1 – não sei assim tanto de taekwondo; PS 2 – nestes pensamentos nunca sou o tipo que se afasta e fica a ver as coisas acontecer).

Mas a que propósito é que escolhi este título para o post? E por que razão teria a meio do texto uma fotografia artisticamente tirada do livro A História de Cristo, de Giovanni Papini? Muito simples. Lá para o final deste magnífico livro, que li e recomendo a qualquer pessoa, o autor conta-nos um episódio bastante engraçado: “Liam a Clodoveu a história da Paixão, e o cruel rei, que suspirava e chorava, de repente, não podendo conter-se mais, pondo a mão no punho da espada, gritou: ah!, se eu lá estivesse com os meus Francos!”. 


Este excerto do livro deu-me uma enorme vontade de rir por duas razões:

– Esta é a forma como reajo tantas vezes que me indigno com qualquer coisa.
- Este tipo de reacções não vale nada.

Acho que é mesmo humano este sentimento de que se nós “lá” tivéssemos estado, tudo teria sido diferente. O Bem triunfaria sobre o Mal, nunca teríamos permitido que a pessoa x fosse tão gozada e, no caso específico da paixão de Cristo, jamais teríamos assistido impávidos e serenos a todo o escárnio a que Jesus foi sujeito. Mas será que sim? Será que, caso tivéssemos oportunidade disso, teríamos a coragem de nos opor ao que sabíamos estar errado? A meu ver, isto implica duas coisas a) não deixar que aquilo que as outras pessoas pensam sobre mim condicione o meu comportamento e b) estar pronto para a reacção daquele que está a magoar, física ou psicologicamente, alguém ao nosso lado. Acho que para obtermos a resposta à pergunta anterior, basta pensar naquilo que fazemos nos dias de hoje, e não no que teríamos feito se tivesse sido ontem.

Ao mencionar a reacção do agressor, chego a um outro ponto de que queria falar neste post: a violência. Pode acontecer que ele decida partir para a violência, e nessa ocasião tens novamente duas opções: ou decides responder com igual ou pior agressão, ou preferes não o fazer. E agora pergunto-te, onde está a coragem daquele que responde às asneiras com insultos, ou a um soco com um pontapé bem dado? A mim cheira-me que isso é alinhar na dinâmica. Por mais absurdo que pareça, a via que Jesus nos apontou, a de darmos a cara a seguir à primeira bofetada, é a única que nos vai deixar felizes. Quanto a quem nos chateou? Bem, ele ficará no mínimo confuso com a nossa reacção. “Então mas eu agora estava aqui cheio de pica para uma lutinha, e este tipo mostra-me a outra bochecha?” Querem humilhação melhor que esta?

 A violência quase nunca é solução, e quando não é solução só pode ser parvoíce. Citando Giovanni Papini neste livro: “Todo o homem tem um obscuro respeito pela coragem dos outros, especialmente quando essa coragem é moral, ou seja da mais rara e difícil espécie.”


Nota final para aqueles que não se vêem diariamente envolvidos em situações 
de pancada (também pertenço a este grupo)
Há muitas injustiças a acontecer à nossa volta, e uma palavra dita com má intenção pode magoar bem mais que qualquer ato físico. Se tentarmos impedir que tal aconteça, de certeza que alguém ficará agradecido.